
Gabriel ia em marcha cadenciada,
o seu cavalo de pau branquinho
feito algodão, sorria para seu patrão!
Dois amigos inseparáveis,
o cavalo zombador marchava feliz
pois sabia que a noite, para dormir,
tinha o cantinho do dono.
E lá iam eles, sonhavam
com a justiça, Gabriel e seu cavalinho
não suportavam maldade, lutavam
com unhas e dentes a favor da caridade.
Galopando falavam sobre a paz,
sonhavam mundo novo, cores alegres,
um arco-íris de luz, e a lua sorridente
mostrando todos os dentes.
São Jorge, levantando a espada,
do nada dizia contente:
levanta cavalo baio, vamos abrir
as correntes, deixar fluir luz e paz!
Marta Peres
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